Pólo da Catumbela prevê gerar 5.000 empregos

O Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela (PDIC) está a dinamizar a sua expansão, através da instalação de novas unidades de produção e transformação de matéria prima, o que vai permitir a empregabilidade de até 5.000 novos postos de trabalho.

Todo este processo de modernização dos meios de produção é acompanhado pela ampliação tecnológica que visa estimular o desenvolvimento da economia na região, revelou o PCA Miguel Correia.

Em 2022, segundo o gestor, os níveis de empregabilidade atingiram os números de 2.142 postos de trabalho gerados, prevemos em 2023 estar acima dos 5.000 postos de trabalho já que o fluxo de instalação e as intenções são crescentes de criação de outras novas unidades produtivas.

Consta da carteira de inauguração no PDIC novas unidade de fabrico de calçados Estrela, que prevê abrir vagas de admissão de 2.500 para novos postos de trabalho. A nova componente misturadora de fertilizantes de referência NPK 12- 24- 12 produzido pela empresa Fertiangola precisa mais 12 novos trabalhadores, Carrinho Indústria panificadora 100, rede cordas 100, Tecnimil 100, Somangol 40, Somangol fábrica de bolachas 300.

O que temos de mais são espaços para a instalação de unidades industrias de pequeno, médio e grande porte. Isto vai se reflectir seriamente na empregabilidade de muita força de trabalho”, adiantou.

Continuamos a dinamizar e a fomentar a industrialização no Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela. Consciente de que devemos melhorar mais a qualidade das infraestruturas para atrair mais investimentos nacionais quer estrangeiros”, afirmou.

Miguel Correia disse que o Executivo tem trabalhado bastante na criação de um bom ambiente de negócio, desde o Corredor do Lobito, Aeroporto, Porto. referiu. Este conjunto de valências continua a trazer investimentos em vários sectores.

Há empresas que já exigem mais do sector produtivo agrícola local, para transformarem os produtos em bens de consumo. No caso milho, o campo tem de ser mais actuante, tendo sublinhado que estava satisfeito com o programa do Executivo o PLANAGRÃO.

Pretendemos ter aqui um sector com unidades fabris determinantes na elevação da economia local com resultados positivos na geração de receitas”, disse.

Misturadora de fertilizante

De acordo com o directorgeral da Fertiangola, António Bugalho, no próximo ano, a província vai contar com um laboratório misturadora de fertilizantes de referência 12/24/12, MPK um dos maiores em Angola, que em função da sua capacidade de produção vai alcançar cerca de 800 toneladas/dia.

Está instalado todo sistema para contribuir na preservação e promoção do sistema ambiental.

Atendendo os actuais desafios ligados à produção agrícola, disse, temos produzido fertilizantes mediante a necessidade dos clientes. “temos conseguido responder com as expectativas dos agricultores”, acrescentou.

Relativamente à importação dos fertilizantes, referiu, é um problema, que, a nível de Angola, vai sempre existir porque o país, não produz fertilizantes, o que tem elevado o preço dos produtos”. “Ele disse que Angola tem matéria-prima suficiente para começar a produzir fertilizantes para o autoconsumo e para exportar. Apesar disso, conseguimos cobrir todo território de Angola, visto que temos 19 lojas, espalhadas por 11 províncias e nas províncias onde não haja representações, o produto é fornecido por meio das solicitações que nos chegam”.

“António Bugalho enfatizou que estamos bem posicionados no mercado de Angola. Esta fábrica é mais uma alavanca, que acresce valores para facilitar a distribuição de insumos para a produção agrícola”.

Fonte: Jornal de Angola

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