Com 2091 funcionários de 72 países, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) emprega apenas 11 quadros angolanos, um défice que a instituição continental pretende reverter com recrutamentos que, ontem, levaram à realização de uma Feira de Emprego virtual projectada para estimular as contratações no país.
A feira, realizada pelo BAD e o Ministério das Finanças, foi realizada entre as 11h 00 e as 12h 30 e ,de acordo com a consultora para o Sector Privado da missão do banco em Angola, Elsa Nabenge, contou com a participação de cerca de 360 quadros angolanos interessados em dissipar dúvidas inerentes aos critérios de ingresso.
Os participantes foram informados sobre as preocupações levantadas pela Administração do BAD face à reduzida adesão de técnicos nacionais aos processos de selecção de quadros e sobre a adopção do critério de equilbrio regional no quadro de pessoal, uma estratégia com potencial de fortalecer programas de combate às assimetrias.
Elsa Nabenge considerou “positivo” o encontro, onde quadros angolanos interagiram com funcionários da instituição dotados de vasta experiência, com o número de participantes a prenunciar o despertar do interesse do mercado em postos nos organismos continentais.
A secretáriade Estado para o orçamento e Investimento Público, Aia-Ezada Silva, que discursou na abertura da feira virtual, exortou os angolanos a aprimorarem as capacidades, para que asua presença no BAD seja traduzida em beneficios
para o pais.
Elsa Nambenge acredita que a falta de informação sobre os processos de selecção constitui omotivo do reduzido numero de candidaturas de técnicos angolanos, ao contrário de outros países que, de forma periódica, inserem quadros no BAD.
A fraca percentagem angolana, acrescentou Elsa Nambenge, representa uma inquietação da direcção BAD, tendo em conta a importância do país na região e a existência de quadros capacitados para elaboração de programas.
A feira, sublinhou, não é um mecanismo de ingresso de quadros, mas visa, dissipar dúvidas e incentivar candidaturas às vagas da organização que prima pela igualdade de circunstância nos seus critérios de acesso, o que passa pela formação académica e domínio das Iinguasde trabalho (Inglês e Francês), entre as valências profissionais.
“O ingresso no BAD éfeito através de um processo competitivo, mas acessível. Concluímos que há necessidade de disseminar toda infomação em volta disso. Neste contexto, serviu para que angolanos como perfil necessário fossem incentivados etemos a esperança de que, em breve, Angola deixará de fazer parte dos países menos representados”, disse Elsa Nabenge.
Siga a nossa pagina no Facebook e fique atualizado sobre as vagas de emprego clicando aqui AngoVagas.