O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) assegurou esta semana que está em negociações com os sindicatos de vários sectores para ajustar os salários da função pública e aumentar os subsídios reclamados pelos funcionários que são motivo de greves, soube o Novo Jornal.
A titular do MAPTSS, Teresa Dias, afirmou que o Executivo pretende auscultar os diversos sindicatos para no final aumentar de forma justa os subsídios e salários da função pública.
“O resultado vai ditar o melhoramento do Executivo na visão daquilo que é o alinhamento para um salário mais justo bem como também aumentar alguns subsidios reclamados pelos
funcionarios, que estão agora em negociação em função das greves”, disse.
Segundo a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, a situação dos antigos combatentes, que reclamam por ajustamento dos subsidios, esta a ser tratada a nível do Ministério da Defesa e das Finanças.
Teresa Dias assegurou que, nos próximos dias, o MAPTSS e as centrais sindicais vão debater, num fôrum amplo, as questões relativas aos salários tidos como excessivos (como, por exemplo, os da AGT) bem como as questões IVA e do IRT.
A ministra não avançou a data sobre a
realização do fórum, mas o Novo Jornal soube junto de uma fonte do MAPTSS que o encontro será na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP) antes ou depois das comemorações do dia internacional do trabalhador que se assinala em Maio.
De salientar que vários sindicatos queixaram-se, no mês passado, de não serem auscultados pelo Governo na decisão do aumento em 50% do salário mínimo nacional.
Em declaração ao Novo Jornal, Josê Joaquim Laurindo, secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Confederação Sindical (UNTA-CS), manifestou-se agastado
pelo facto de as direcções dos sindicatos, enquanto parceiras do Governo, não terem sido convocadas para uma abordagem de concertação.
“Fizemos uma nota sobre a decisão (do Governo), embora tardia, mas a UNTA e o movimento sindical não reconhecem e não aceitam este indicativo de 50%, porque não correspornde sequer ao custo da cesta básica.
Para nós, o aumento do salário, tendo em conta a média entre a cesta básica urbana e a rural, não pode ser de menos de 100 mil kwanzas”, sublinhou José Joaquim Laurindo.
Os novos salários minimos já estão em vigor, depois da publicação em Diário da República do decreto presidencial que fixa os valores entre os 32.181 kze os 48.271 kz, como noticiou o Novo Jornal no dia 23 de Fevereiro último
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